Utilidades :: Seguro Viagem
Leia atentamente abaixo, algumas dicas, com perguntas e respostas, para aproveitar melhor seu seguro em sua viagem!
:: Meu plano de saúde me dá cobertura mesmo no exterior?
:: Que tipo de proteção há no meu cartão de crédito?
:: O que devo levar em conta na hora de adquirir um seguro-viagem?
:: Como funciona na prática o atendimento médico ao segurado no exterior?
:: Meus documentos foram roubados. E agora?
:: E se minha mala for extraviada?
:: O que é adiantamento de fiança?
:: Quais são as proteções para carros alugados?
:: Como são os seguros para quem pratica esportes de aventura ou vai estudar fora?
Meu plano de saúde me dá cobertura mesmo no exterior?
Os planos de saúde só oferecem atendimento local, à exceção de algumas empresas, como a Amil, cujo associado pode solicitar um aditivo internacional antes de viajar. Quem oferece atendimento no exterior são os planos de seguro de saúde.
Os mais caros garantem apoio lá fora, em redes referenciadas ou com reembolso. Mas, para casos de urgência, como acidentes e cirurgias de emergência, mesmo quem tem o seguro mais barato tem o direito ao reembolso de parte das despesas, segundo a Federação das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg).
A Sul América, por exemplo, é afiliada de uma rede nos Estados Unidos, que pode ser utilizada sem custo adicional para o associado, mas, se ele recorrer a outro médico ou hospital, pode negociar o reembolso. Há seguros-saúde que até oferecem serviços extras: o Bradesco Saúde inclui passagem para parente que for visitar o segurado hospitalizado.
Que tipo de proteção há no meu cartão de crédito?
O cartão oferece seguros (como de viagem e de bagagem) e benefícios opcionais ou básicos, já incluídos na anuidade, mas há pré-requisitos para usá-los.
Um exemplo? Você pode ser assistido, em caso de acidente durante o transporte, se o pagamento da passagem aérea ou marítima foi feito todo com o cartão. A empresária Cristina Simões utilizou o seguro do cartão de crédito quando ficou doente nos Estados Unidos. Por telefone, foi orientada, em português, a ir a um centro médico. O diagnóstico foi pneumonia. Não pagou nada e achou que "tudo funcionou às mil maravilhas".
Mas, atenção, pois os emissores de cartões, como bancos, podem acrescentar neles benefícios e condições. É bom se informar sobre esses detalhes e os valores de cobertura antes de ficar só com o cartão de crédito na hora de viajar.
O que devo levar em conta na hora de adquirir um seguro-viagem?
Segundo a Travel Ace, apenas de 20% a 25% dos brasileiros que vão ao exterior compram um cartão de assistência (chamado no dia-a-dia de seguro-viagem). É um gasto extra nem tão caro assim, se você pensar que uma internação por apendicite nos Estados Unidos chega a custar 12000 dólares.
A ida do médico ao hotel pode sair por 120 dólares na Europa, segundo dados da Travel Ace, que cobra 50 dólares por um plano de dezessete dias. Na hora de comprar o cartão, leve em consideração itens como a duração da viagem, pois os preços variam de acordo com o número de dias.
Quanto mais caro o seguro-viagem, mais altos são os valores de cobertura para dentista, médico, internação, medicamentos e extravio de bagagem, entre outros serviços. Quem vai muito ao exterior a negócios tem a opção dos planos anuais. Assim, o funcionário de uma empresa pode viajar quantas vezes quiser ao longo do ano, mas cada viagem tem um limite de dias.
Na Assist-Card, por exemplo, ele não pode ficar mais de noventa dias seguidos fora do país.
Como funciona na prática o atendimento médico ao segurado no exterior?
O seguro-viagem oferece atendimento em português por telefone. Se preciso, envia um médico até o viajante ou indica aonde ele deve ir. O publicitário Paulo Bettio precisou do seguro quando, na Alemanha, uma batida numa unha do pé virou infecção.
Fez uma pequena cirurgia, mas não pagou nem o táxi até o hospital. "O seguro autorizou o hotel a comprar os medicamentos. Não tive despesa", lembra Bettio. Sempre de acordo com o plano adquirido, o seguro cobre internação, passagem aérea para que um parente ou amigo vá até onde a pessoa doente está, remoção médica e dentista. Se houver uma criança com a pessoa doente, a empresa fornece passagem para que alguém vá buscar o menor.
Também há reembolso dos remédios receitados pelo médico. Por isso, guarde o recibo e a receita. Vale lembrar ainda que o limite de cobertura por acidente, em alguns cartões de assistência, como o Tourist Card, é por evento.
Ou seja, se você quebrar o braço e, dias depois, torcer o pé, o limite da cobertura será o mesmo para ambos os casos.
Meus documentos foram roubados. E agora?
Antes de viajar, tire cópia autenticada do passaporte e do RG e guarde-as no hotel. Vai ajudar bastante, ainda que seja preciso providenciar um novo passaporte, na embaixada ou consulado brasileiro mais próximo. O que o seguro-viagem faz é informar ao viajante o que ele deve fazer, para onde ir, a quem procurar para ajuda. Os cartões de crédito oferecem reposição de dinheiro numa emergência.
E se minha mala for extraviada?
Primeiro, preencha os formulários da companhia aérea no próprio aeroporto. Depois, avise o seguro. Ele acompanha o rastreamento da bagagem e ajuda a fazer com que ela chegue até você. Em último caso, se a mala sumir mesmo, os seguros indenizam o cliente - mas a maioria faz isso só depois de a empresa aérea compensar o passageiro, pois só assim o sumiço da bagagem fica oficializado.
Como as companhias aéreas pagam 20 dólares por quilo (em vôos internacionais), a indenização do seguro pode aliviar um pouco o prejuízo. Alguns seguros completam o valor a partir do que a companhia aérea ressarciu. Outros pagam o valor estabelecido no contrato do plano adquirido, a despeito da indenização paga pela empresa aérea.
O que é adiantamento de fiança?
Se você se vir envolvido em algum incidente que envolva a lei local, em geral um acidente de trânsito, os seguros-viagem - e também alguns cartões de crédito - oferecem assistência jurídica, como indicação de advogado, e adiantam dinheiro para a fiança.
O valor depende do plano que você comprou. Mas, na maioria dos casos, trata-se de um empréstimo. Ou seja, resolvida a pendenga judicial, você devolve o dinheiro. E, claro, as empresas não ajudam quem sai por aí praticando atos que bem sabe que são ilegais ou inapropriados.
Quem beber e brigar em um bar, por exemplo, terá de se virar. O seguro pode até indicar um advogado, mas não faz nada mais além disso.
Quais são as proteções para carros alugados?
A proteção básica é o Loss Damage Waiver (LDW) ou similar. Ela isenta o motorista de responsabilidade sobre danos, roubo e colisão. E, em geral, sem franquia. Na Europa, a proteção mais comum é o Colision Damage Waiver (CDW), que funciona como o LDW, mas nesse caso há franquia e, em algumas locadoras, não cobre roubo. Além dessas, que são as mais recomendadas, existem outras coberturas que você pode incluir no "kit carro alugado": proteção contra terceiros - para danos materiais e físicos a outras pessoas - e cobertura pessoal e para os ocupantes do seu veículo. No exterior, há inclusive proteção contra pertences e bens que possam ser roubados do veículo.
Como são os seguros para quem pratica esportes de aventura ou vai estudar fora?
A maioria dos cartões de assistência cobre apenas esqui, quando é praticado por lazer (e não por competição) e em pistas devidamente regulamentadas. Algumas exceções são a World Plus, que protege em qualquer esporte de risco, desde que feito a lazer, e um adicional da Isis, chamado Isis Plus, específico para esportes de aventura no exterior (como alpinismo).
No Brasil, a empresa Corporate Consultoria, % (31) 3481-0530, de Minas Gerais, desenvolveu um seguro chamado Ecotrip (mas o contrato é fechado com as agências), que cobre viagens e atividades de aventura realizadas na natureza. Em Brotas, no interior de São Paulo, as agências dispõem de um seguro para cada passeio que a pessoa for fazer.
Para estudantes, as empresas de seguro-viagem costumam ter produtos com preços mais em conta e de maior duração.
Fonte: Próxima Viagem
Por: Chiari Karen Tada